terça-feira, 12 de abril de 2011

Terminar foi essencial!


O Rallye Vidreiro não foi uma prova fácil para as duas duplas da equipa Competisport, em mais uma jornada dos Campeonatos Open de Ralis, Regional Ralis Centro, Júnior e ainda Troféu Modelstand.

A prova em pisos de asfalto foi bastante disputada com os troços a estar bastante sujos, embora secos, mas que dificultaram bastante a tarefa das equipas.
Luís Mota e Alexandre Ramos entraram com cautelas, pois o seu Mitsubishi EVO VII estava ainda em rodagem, depois das várias reparações pós Rali Medronho. A dupla foi fazendo uma prova de trás para a frente subindo inúmeras posições até à ultima especial do Rali.

Como nos salientou o piloto do Cartaxo “Entramos com demasiadas cautelas nos troços iniciais. As PEC’s estavam escorregadias devido à muita terra na estrada e como estávamos a fazer rodagem ao EVO VII optamos por ir com mais cautelas. Acabamos por perder demasiado tempo para os nossos adversários que depois foi difícil recuperar. Nos troços da noite fizemos uma grande recuperação, e o resultado final foi positivo, pois terminamos, e fomos segundo entre os concorrentes do Regional Centro, o que é importante para tentar revalidar o nosso título”.

Luís Mota e Alexandre Ramos foram sextos no Open Ralis, sendo os segundos em termos de Classificação do Regional de Ralis Centro.

Também a jovem dupla André Mota e David Sousa viram a sua prova ser bastante prejudicada devido ao estado dos troços. A equipa do Peugeot 206 Gti não evitou duas saídas de estrada que lhes fizeram cair e muito na classificação geral do rali e consequentemente perder a possibilidade de fazer um bom resultado num rali que partiram bastante motivados.

Como nos refere André Mota infelizmente tivemos duas saídas de estrada onde perdemos muito tempo a colocar o carro na estrada, perdendo desde logo a possibilidade de fazer um bom resultado. Ainda tentamos sempre recuperar o tempo perdido mas não foi fácil. De qualquer formas foi um resultado interessante pois conseguimos impor um ritmo melhor que nas provas anteriores e ser assim mais competitivos. O Rali foi muito bem organizado e foi uma experiência muito boa fazer os troços nocturnos”.

André Mota conseguiu ainda assim ascender ao 3º lugar entre os concorrentes do Campeonato Júnior, sendo o 10º classificado no Desafio ModelStand.

Gil Antunes obrigado a desistir quando liderava


A quarta prova do Campeonato Open de Ralis e Desafio ModelStand voltou a ser bastante disputada, em mais uma edição do Rallye Vidreiro, prova esta que esteve a cargo do Clube Automóvel da Marinha Grande.

Para os líderes do Desafio ModelStand Gil Antunes/Ricardo Domingos o objectivo centrou-se em lutar por um lugar do pódio, o que vieram logo a conseguir no arranque da prova.

A dupla do Peugeot 206 Gti entrou com um ritmo forte que lhes já é habitual, e assegurou a segunda posição do troféu no primeiro troço. No seguinte venceram a especial e saltaram para a liderança da competição monomarca. Na terceira especial partiram dispostos a reforçar a liderança do troféu, mas uma ligeira saída, acabou por partir a violete da direcção, obrigando a equipa a terminar ali a sua prova.
Como nos adianta o piloto de Sintra “entramos com um ritmo bom que nos permitiu mais uma vez andar nos primeiros lugares do troféu. Na segunda especial assumimos a liderança do troféu, tentamos reforçar ainda mais essa liderança pois sabemos que o troféu está bastante competitivo e que os nossos mais directos adversários iriam fazer o contra-ataque. Infelizmente tivemos uma ligeira saída, não tivemos qualquer dano no carro, exceptuando a violete da direcção que acabou por partir e não tínhamos como prosseguir em prova. Fícamos com pena de não poder prosseguir em prova para defender a nossa posição, mas os ralis são mesmo assim e quando se está a disputar uma vitória são situações que poder acontecer. Agora temos que pensar já na fase da terra e manter sempre esta motivação”.

Ainda assim a dupla mantém a motivação em alta, pois são a equipa que continua em melhor posição para a conquista do troféu que tem ainda mais seis prova até ao final da época.

domingo, 10 de abril de 2011

António Rodrigues vence prova espetacular no Open


O Open de Ralis teve mais uma grande jornada, com a realização do Rali Vidreiro, que foi desportivamente muito competitivo e interessante de seguir.

Tal como tinha sucedido no Montelongo, António Rodrigues estava mais uma vez no lugar certo no momento certo. Nesta prova, que estreava um super competitivo Citroen Saxo S1600 da SFR, António Rodrigues foi gerindo o seu andamento em função do conhecimento que ia tendo do carro e no final teve a sorte dos campeões, ao ver Daniel Nunes atrasar-se, obtendo a segunda vitória da época, destacando ainda mais na liderança do Open.

Renato Pita está a evoluir muito de prova para prova e no Vidreiro vez uma prova muito boa. Sempre muito consistente e rápido, acabou por ver o segundo lugar cair-lhe nas mãos no derradeiro troço, mas teve sempre ritmo para andar nos lugares do pódio.

Daniel Nunes foi o azarado do dia. Conseguindo dominar a primeira fase do rali sempre com um andamento espectacular e agrassivo, quando estava no momento de gerir a mecânica cedeu (caixa de transferências). Apesar de ter terminado o derradeiro troço, teve que ser ajudado e penalizou demasiado tempo acabou por ficar pelo 11º lugar.

A estreia competitiva do 207 RC Rallye foi muito boa. Paulo Louro andou forte, foi o primeiro líder do rali mas a sua posição de partida prejudicou-o muito, quando um concorrente saiu de estrada, tendo que ser atribuído um que não correspondeu ao seu andamento. O terceiro lugar foi excelente (apesar de dois furos) e mostra que o projecto da RF Competições foi uma aposta ganha.

Não fosse o tempo perdido nos dois troços nocturnos, onde não tem experiência, Diogo Salvi poderia ter feito um melhor resultado. Mesmo assim o piloto do Mitsubishi andou muito bem, fez uma das suas melhores provas e mostra que pode ser competitivo em asfalto.

Armindo Neves fez o seu melhor resultado da temporada. Já mais adaptado ao Evo VII e com outro ritmo, conseguiu ser regular e rápido, tendo anda ganho um prémio especial que foi a vitória no Regional Centro.

Ainda não muito confiante com o VII, Luís Mota fez mesmo assim um bom resultado, num rali em que se andou muito depressa, também num EVO VII terminou na posição imediatamente a seguir Vitor Pascoal que andou principalmente para se adaptar á condução de um GR.N.

Prejudicado por um número muito alto, Joaquim Gaspar conseguiu mesmo assim terminar no Top 10, fazendo um bom conjunto de tempos e mostrando competitividade em troços que bem conhece.

Destaque para a vitória de Carlos Fernandes no Desafio Moldestand, consagrando um jovem e talentoso piloto. Manuel Inácio e Fabrício Lopes ficaram nas duas posições seguintes, German Gomez em Porsche 911 venceu o Troféu de Clássicos.

LÍDERES DO RALI:
Paulo Louro (Pec 1); Daniel Nunes (Pec 2 e 5); António Rodrigues (1)
VENCEDORES DE TROÇOS:
Paulo Louro (1); Daniel Nunes (2) Ricardo Teodósio (1); Renato Pita (1); António Rodrigues (1)

CLASSIFICAÇÃO FINAL
1º António Rodrigues / Jorge Carvalho – Citroen Saxo S1600 35m30,5s
2º Renato Pita / Marco Macedo – Mitsubishi Lancer Evo VI a 15,5s
3º Paulo Louro / Hugo Magalhães – Peugeot 207 RC Rallye a 1m08,2s
4º Diogo Salvi / Filipe Carvalho – Mitsubishi Lancer Evo VI a 1m14,2s
5º Armindo Neves / Bernardo Gusmão – Mitsubishi Lancer Evo VII a 1m16,2s
6º Luís Mota / Alexandre Ramos – Mitsubishi Lancer Evo VII a 1m31,7s
7º Vítor Pascoal / Martim Azevedo – Mitsubishi Lancer Evo VII a 1m36,0s
8º Joaquim Gaspar / David Sousa – Mitsubishi Lancer IV a 1m37,9s
9º Carlos Fernandes / Daniel Amaral – Peugeot 206 GTi a 2m00,3s
10º Manuel Inácio / Fábrio Vasques – Peugeot 206 GTi a 2m12,0s

in RalisOnline

quinta-feira, 7 de abril de 2011

78 no Vidreiro


Após o fecho das inscrições, o Clube Automóvel da Marinha Grande conseguiu reunir a adesão de 78 equipas que efectuaram o seu pedido para disputar o Rali Vidreiro, pontuando entre eles todos os principais candidatos deste ano ao título do OPEN, como por exemplo Daniel Nunes, Renato Pita, Luís Mota e António Rodrigues, destacando-se igualmente a presença do sempre espectacular Ricardo Teodósio, piloto muito referenciado pelo espectáculo que proporciona aos adeptos dos ralis.

Para além dos habituais contendores, surge também o nome de Vítor Pascoal, o piloto que disputa actualmente o Campeonato Nacional e que alinhará no Vidreiro com um Mitsubishi Lancer tendo como objectivo fazer quilómetros com uma viatura semelhante à que usa no Nacional, e também Ivo Nogueira, mais um piloto oriundo do CPR que deixa o DS3 parado e regressa ao Seat Marbella do Troféu Fastbravo.

Também o Bi-Campeão do Mundo de Produção, Armindo Araújo estará presente tripulando um Mini Countryman Cooper S, que cumprirá as funções de carro de segurança, abrindo a estrada à frente do pelotão das equipas participantes no rali, e reafirmando o apoio da BOMCAR, concessionário MINI na região e que mais uma vez dá o seu apoio enquanto patrocinador do Rali Vidreiro e que beneficia assim da exposição que o mediatismo do Armindo proporciona.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Daniel Nunes Surpreende no Vila do Bispo


Daniel Nunes e Carlos Ramiro continuam em «alta» esta época, depois de mais uma excelente prestação no Rali Vila do bispo, prova que marcou o arranque do Campeonato Regional Ralis Sul.

O piloto do Citroen Saxo foi mesmo um dos pilotos em destaque no rali, sobretudo pelo excelente andamento que conseguiu impor com a sua máquina de apenas duas rodas motrizes, entre os muitos e bons 4x4 que estiveram presentes.

Daniel Nunes começou com um 9º melhor tempo na super especial, mas no dia seguinte, com o arranque “a sério” do rali cedo subiram aos lugares do pódio para mais não os deixar, registando em todas as PEC’s o terceiro melhor tempo, vindo a ascender a um impressionante segundo lugar da geral, no final da prova, o que prova o forte andamento que a equipa imprimiu durante todo o rali.

“Foi um rali muito bom onde tudo correu na perfeição. Andamos sem pressões quanto a resultados e acabamos por conseguir fazer um excelente rali, com um bom andamento, sem qualquer falha que nos possibilitou chegar a um gratificante 2º lugar da geral. O carro esteve perfeito, conseguimos andar sempre nos «limites» deste e provamos que mesmo até com um carro inferior temos andamento para andar nos lugares da frente. Mais uma vez dedico este resultado a todas as pessoas que esta época apostaram mais uma vez na nossa equipa, concluiu o Campeão de Portugal Júnior de Ralis.

O piloto de Sintra terminou o Rali Vila do Bispo na segunda posição da geral, destacando-se na vitória entre os carros de apenas duas rodas motrizes. Daniel Nunes e Carlos Ramiro ainda não definiram quais as provas, mas estão previstas mais algumas participações no Regional Sul.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

E para não variar... deu Teodósio


A história do Rali de Vila do Bispo começa com com o domínio de Teodósio, mas foi a luta pela segunda posição que centrou todas as atenções, com um pequeno David (leia-se Saxo) a bater vários Golias (diga-se Mitsubishi EVO).

A prova de abertura do regional sul de 2011, disputada em terrenos circundantes a Vila do Bispo, manteve a tendência do ano transacto. O campeão, Ricardo Teodósio, teve a seu lado Miguel Mendes, e mesmo com um Mitsubishi menos competitivo que a demais concorrência, superiorizou-se de forma incontestável nas cinco especiais que compunham a prova. E a descrição da luta pela vitória fica-se por aqui.

Logo atrás é que surgia uma animada luta que durou até final. À segunda especial, cinco concorrentes surgiam separados por 2 segundos. A saber, Márcio Marreiros, Orlando Bule, Luís Mota, Carlos Martins, todos em Mitsubishi, e Daniel Nunes que surpreendia com o Citroën Saxo. À especial 3, Orlando Bule, que tinha rubricado um segundo tempo na especial de Vila do Bispo1, começa a debater-se com alguns problemas no Mitsubishi e perde o contacto com os adversários directos. Após o final desta especial, Carlos Martins abandonava e deixava a luta confinada a três protagonistas.

Depois de uma passagem pelo Parque de Assistências, a fica um “tête-à-tête”, entre Daniel Nunes e Luís Mota, com o primeiro a superiorizar-se por uma décima de segundo, pois Márcio Marreiros, com problemas de transmissão, perde algum tempo na segunda ronda, e resigna-se ao quarto posto. E tudo ficaria decidiu na última especial, quando Luís Mota não consegue aguentar o ritmo de Daniel Nunes, que mesmo sem o seu habitual EVO 6, confiou no Saxo para conquistar o segundo posto, e a vitória na Divisão I. Há muito, que o regional não via uma viatura de duas rodas motrizes efectuar tão brilhante prestação. Luís Mota teve que contentar-se com o terceiro posto, mesmo assim, um resultado muito positivo.

Problemas com a caixa de velocidades condicionaram a prova de Gil Antunes e Ricardo Barreto, que acabaram no quinto posto. No entanto, a equipa do Opel Astra rubricou um segundo tempo na última especial do rali, um indicador muito positivo, tendo em conta a luta ao rubro entre os concorrentes à sua frente.

Outra disputa interessante foi protagonizada por Jorge Baptista e António Lampreia pelo sexto lugar. A estrear o Mitsubishi Lancer EVO VI, Jorge Baptista e Edgar Gonçalves, tiveram uma adaptação francamente positiva, e para além de bons tempos, também deram espectáculo ao público presente. Envolveram-se, com o piloto do Ford Escort Cosworth, numa animada luta, e foi apenas na última especial que Lampreia “roubou” a sexta posição por sete décimas (0,7 segundos).

No oitavo posto terminou a equipa Luís Nunes / Nelson Ramos em Mitsubishi Lancer EVO VI, seguidos das duas duplas que participaram com BMW 325 IX - José Carlos Paté/José Gago e Nuno Venâncio/André Barras.
Descendo um pouco na tabela encontramos outra luta interessante na Divisão I, entre João Rodrigues em VW Golf GTi, e Marco Gonçalves num Peugeot 306, que terminaram separados por 0,3 segundos. Luís Reis e Marco António terminaram na 17ª posição, vencendo a classe III, com o Renault 11 Turbo. A fechar o lote de concorrentes que finalizaram o rali, a equipa Nirce Araújo/Paula Vieira, que tiveram em ritmo de aprendizagem, e venceram a categoria reservada às equipas femininas.

Infelizmente, as coisas não correram da melhor forma para nove concorrentes que não lograram finalizar. Entre eles, Carlos Martins e Aníbal Martins que abandonaram após a especial 3. João Monteiro abandonou na primeira especial do dia com problemas no Lancia Delta Integrale, enquanto que Nuno Pinto depois de ter partido uma transmissão na Super Especial, viu a caixa ceder anda no ínício da PE2. Ruben Tabaio abandonou com uma transmissão partida no Ford Escort, e Pedro Lança debruçou-se com inúmeros problemas de travões no Citroën Saxo. Um dado final para o despiste de Marco Ferreira e João Mateus, depois da tomada de tempos da especial 3, que deixaram o Peugeot 106 com “nova aerodinâmica”.

Foi um arranque de campeonato positivo, no entanto, tem um interregno de quase cinco meses, pois só regressa em Setembro, com o Rali de Serpa.

in QM Rally